
Calcule a área líquida das peças, some as perdas de corte (geralmente de 15% a 30%, mais em materiais com veio direcional) e confira se o aproveitamento cabe nas dimensões reais das chapas disponíveis. Compre tudo do mesmo bloco de uma vez: chapa comprada depois tem cor e veio diferentes.
O erro mais caro em compra de pedra não é de preço — é de quantidade. Faltar meio metro quadrado no fim da obra significa comprar de outro bloco, com cor visivelmente diferente, ou refazer a peça inteira.
Passo 1: área líquida
Some a área de todas as peças pelo tamanho final que elas terão, incluindo os elementos que costumam ser esquecidos:
- Tampos e bancadas
- Frontões e rodabancadas
- Saias e rebaixos de borda (a tira colada sob a borda frontal)
- Peças de acabamento lateral
- Soleiras, peitoris e rodapés
- Frentes de gaveta e painéis, quando previstos no mesmo material
Passo 2: perdas de corte
A chapa é retangular, as peças raramente são. A sobra entre recortes é perda inevitável, e o percentual varia:
- 15% a 20% — peças retangulares simples, material sem direção de veio
- 20% a 25% — projetos com muitos recortes, cubas, cooktops e ângulos
- 25% a 35% — material com veio direcional que precisa manter continuidade entre peças
- Acima de 35% — book-match, quadri-match e composições que exigem posicionamento específico do desenho
Passo 3: conferir contra a chapa real
Este passo é o mais ignorado. Não basta que a área total feche: cada peça precisa caber fisicamente dentro das dimensões de uma chapa disponível.
Uma bancada de 3,20 m de comprimento não sai de uma chapa de 3,00 m, por mais que a metragem total do projeto pareça suficiente. Ou o projeto ganha uma emenda, ou o material precisa ser outro.
Passo 4: comprar de uma vez, do mesmo bloco
Pedra natural varia entre blocos — às vezes de forma sutil, às vezes de forma gritante. Comprar a reposição meses depois significa material visivelmente diferente ao lado do original.
A prática correta é reservar todas as chapas necessárias de uma vez, registrar a numeração do bloco e, quando possível, guardar uma sobra para reparo futuro.

