
Terrazzo é composto por fragmentos de pedra natural aglutinados em cimento ou resina e polidos. O retorno em 2026 vem com dois argumentos: estética de agregado grande e contemporâneo, e o aproveitamento de resíduo da cadeia de rochas ornamentais.
O terrazzo é um dos materiais mais antigos ainda em uso — versões dele aparecem em construções venezianas do século XV, feitas com sobras de mármore. É também um dos que mais oscilaram em prestígio.
O que mudou desde os anos 1950
A diferença está no agregado e na base. O terrazzo antigo usava fragmentos pequenos e uniformes sobre base de cimento, resultando naquele aspecto granulado fino associado a hospital e escola.
A versão atual trabalha com fragmentos grandes e contrastados, distribuição irregular proposital e base em resina, que permite cores de fundo saturadas e maior resistência.
O argumento de sustentabilidade
A cadeia de rochas ornamentais gera volume significativo de resíduo: sobras de corte, pontas de chapa e material fora de padrão comercial.
O terrazzo aproveita justamente esse material. É um dos poucos casos em que o apelo ambiental corresponde ao processo produtivo real, e não a marketing.
Onde ele funciona
- Piso contínuo moldado in loco — sem juntas aparentes, ideal para áreas amplas
- Placas pré-fabricadas — instalação mais rápida, com junta
- Bancadas e tampos, na versão com base de resina
- Revestimento de parede em área comercial
- Detalhes e mobiliário — nichos, bases e peças de destaque
Pontos de atenção
Terrazzo com base cimentícia é poroso e exige impermeabilização, com comportamento parecido ao de uma pedra calcária. A versão em resina é menos porosa, porém sensível a calor direto — a mesma limitação do quartzo engenheirado.
Em piso moldado in loco, o resultado depende inteiramente da mão de obra: é serviço especializado, e refazer significa remover tudo.


